Dexter · caderno
Zydon · Dexter

Sete processos, do primeiro contato à resposta

O que a automação de prospecção faz hoje, lido direto do ambiente, para acordarmos o mapa antes de reorganizar.

Levantamento de 30 jul, revisto em 5 ago 2026 às 10h Nenhuma configuração alterada Documento interno
Por que existe

Hoje não existe a figura de processo dentro do Dexter. Existem 49 rotinas automáticas ligadas, cada uma criada para resolver um problema pontual. Juntas elas formam sete processos, mas por acidente, não por desenho.

Este caderno nomeia esses sete e descreve cada um pelo que ele faz, não pelo código que o executa. Cada processo recebe um código de P1 a P7 e cada etapa um número, para que qualquer ponto possa ser corrigido citando a referência.

Desde 5 de agosto existe também o outro lado: o capítulo O desenho registra o processo comercial aprovado, como o Lucas o enviou, e confere item a item contra o que está programado na máquina.

Entre o levantamento original e esta revisão o ambiente mudou várias vezes: um caminho novo de despacho entrou em produção, o planejamento do dia saiu do ar e depois voltou em parte. O capítulo Mudou registra as viradas em ordem, e é por ele que vale começar.

Os capítulos
P1 Aquisição de lead

Descobre empresas que entraram na base e reconcilia o que está no CRM com o registro interno.

unidade: um lead · conclui em: virou candidato a abordagem
P2 Qualificação

Decide se o lead merece abordagem comercial, mantém a lista de pendências e vigia o prazo do diagnóstico.

unidade: um item aberto · conclui em: virou MQL ou foi descartado
P3 Planejamento do dia

Na véspera e na madrugada, monta quanto cada telefone pode falar, com quem, e libera ou bloqueia a operação. Desligado em 31 de julho, religado pela metade em 5 de agosto.

unidade: um dia · conclui em: emitiu veredito, com prova
P4 Despacho de mensagem

Tira o próximo envio da fila, respeita os limites de cada telefone e entrega no WhatsApp. Existem dois caminhos, o V4 e o worker antigo. Em 5 de agosto nenhum dos dois está agendado.

unidade: um envio · conclui em: enviado com comprovante
P5 Escuta e obrigação de resposta

Quando o lead responde, cria uma obrigação e a acompanha até ser respondida, escalada ou silenciada de propósito.

unidade: um turno de conversa · conclui em: respondido com prova
P6 Sustentação do canal

Mantém os 23 telefones conectados, o painel no ar e o histórico importado.

unidade: um telefone · conclui em: a linha responde saudável
P7 Relato para pessoas

Auditoria do funil, agenda de reuniões, exportações e alertas. O relatório executivo da manhã saiu do ar em 31 de julho e voltou a ser entregue em 5 de agosto.

unidade: um relatório · conclui em: entregue
Escala

São 23 linhas de WhatsApp operando ao mesmo tempo, 11.963 despachos registrados no índice e 12.620 eventos de conversa entre recebidas e enviadas. Tudo isso é acionado por 49 rotinas automáticas ligadas às 10h de 5 de agosto, e outras 54 permanecem desligadas.

§

O desenho aprovado

Até aqui o caderno só descrevia o que a máquina faz. Agora existe contra o que comparar: o Lucas enviou o board do processo comercial e a régua de conteúdo.

Procedência
Origem
Três documentos enviados pelo Lucas em 5 de agosto de 2026
O que são
O board do fluxo comercial ponta a ponta e a régua D0→F4 com textos, bolhas e pool de respostas
Autoridade declarada
Manifesto F1–F4 aprovado por Rafael em 30 jun · política fixa de inbound v2026-07-14
Conferido contra o ambiente
Sim, item a item, em 5 ago — o resultado está no fim deste capítulo

Este capítulo não descreve o que o Dexter faz. Descreve o que foi combinado que ele faça. Os capítulos P1 a P7 continuam sendo o retrato da máquina; a diferença entre os dois é o assunto da conversa.

A régua

Cinco toques, sempre a 20 horas de distância

O lead recebe o diagnóstico e, se não responder, entra numa sequência de quatro follow-ups. Cada um só dispara depois de 20 horas de silêncio. Quem envia muda no meio do caminho: os dois primeiros saem pelo SDR, os três últimos pelo Comunicador.

EtapaQuem enviaBolhasIntervalosGatilho
D0 DiagnósticoSDR312s → 240slead novo, sem resposta
F1 Portal realSDR312s → 240s+20h sem resposta
F2 E-commerce B2BComunicador312s → 480s+20h sem resposta
F3 Processo manualComunicador412s → 240s → 240s+20h sem resposta
F4 Toque finalComunicador312s → 360s+20h sem resposta
Pós-F4quatro tentativas sem resposta → nutrição ou Perdido
Os dois trilhos

O board se parte em dois no primeiro silêncio

O fluxo que o Lucas desenhou tem uma bifurcação só, mas ela governa tudo: o lead respondeu ou não respondeu. Cada resposta joga o lead para fora da régua e para dentro da conversa.

D.1

Entra e é validado

O lead se inscreve por Instagram, Facebook ou site. A primeira decisão é MQL ou não-MQL. Quem não é MQL recebe uma mensagem de validação e para ali.

D.2

Recebe o diagnóstico

O MQL recebe o D0 e é movido para a etapa F1 a enviar. A partir daqui o relógio de 20 horas comanda.

D.3

Não respondeu: avança um degrau

Passadas 20 horas, envia o follow-up da etapa e move para a próxima. F1, F2, F3, F4, nessa ordem. Depois do F4 sem resposta, o lead vira Perdido.

D.4

Respondeu: sai da régua

Em qualquer ponto, uma resposta move o lead para Em Contato e interrompe a cadência. O listener lê o que ele escreveu e responde. A régua não continua por cima de uma conversa viva.

D.5

Pergunta dentro do previsto

Se o que o lead perguntou está no pool de respostas, responde com contexto e devolve a pergunta de fechamento. Se ele voltar a questionar, responde de novo, ainda dentro do pool.

D.6

Pergunta fora do previsto

Sai do automático: indica reunião com o Executivo para tratar o tema. Se o lead continuar questionando, sinaliza o Lucas para tratativa humana.

D.7

Aceitou conversar

Envia horários, o lead escolhe, lança a agenda. Se ele pedir outro horário, envia de novo. O fim feliz do board é uma agenda lançada.

O texto

A copy é imutável e o sistema se recusa a enviar se ela mudar

Os quatro textos vivem num manifesto com um sha256 declarado para cada um. Antes de montar a mensagem, o sistema recalcula o hash e compara. Se divergir, ele não cai num texto antigo: ele bloqueia o envio. O mesmo vale se aparecer uma variável fora da lista aprovada.

As regras que acompanham a copy
  • Só seis variáveis são permitidas: nome, empresa, segmento do portal, link do portal, contexto do comprador e saudação.
  • Não gerar variações de texto, nem anexar parágrafos extras ao F2, F3 ou F4.
  • A saudação é calculada em BRT na hora do envio: até 11h59 bom dia, até 17h59 boa tarde, depois boa noite.
  • A apresentação do Comunicador é uma bolha separada, no máximo uma vez por dia por telefone. Trocar de porta não reinicia o dia.
  • Os intervalos entre bolhas ficam na tabela de delays, nunca embutidos no texto.
  • Leads em Introdução, Diagnóstico ou Proposta não recebem F1–F4.
Quando responde

Cinco categorias decidem se a máquina fala ou chama gente

O inbound classifica a mensagem antes de responder. A política é explícita sobre o que a máquina não faz: ligação, jurídico, reclamação, RFP e dúvida operacional voltam para humano, sempre.

CategoriaExemplosAção
negativa“não tenho interesse”, “parem de mandar”agradece, pausa, marca Perdido
urgenteligação, reunião, agenda, preço, propostaalerta o grupo e abre tarefa para o SDR
curtaoi, ok, sim, obrigadoresposta curta com contexto
contextoresposta comercial com conteúdomove para Retorno Contato e abre tarefa
agradecimentovaleu, show, blzpausa sem responder

Dentro dessas categorias o documento lista 19 respostas previstas, cada uma com uma razão nomeada — de preco_base_597_consultor a parceria_lucas_resende. A razão é a chave: é ela que permite auditar depois por que aquela resposta saiu.

Portais

O F1 mostra um portal real da carteira, escolhido pelo segmento do lead. São oito destinos, com um fallback de atacado e um genérico para inbound.

SegmentoPortal
Esportivo / padelb2b.bullpadelbr.com
Têxtil / modacompreonline.fiacaoitabaiana.com.br
Food service / alimentosportal.ceasamais.com.br
Cosméticos / belezalojista.provanza.com.br
Pet / agroloja.mouragro.com.br
Autopeçassiga.knakasaki.com
Atacado (fallback)stoky.com.br
Inbound genéricovoolt3datacado.com.br
Confronto

O desenho bate com a máquina — a divergência é de cobertura, não de conteúdo

Cada item do documento foi conferido contra o código e os arquivos de configuração no dia 5 de agosto. Não achei nenhuma contradição: o que está escrito é o que está programado. O que achei foi documento cobrindo menos do que a máquina faz.

Item do desenhoOnde vive no ambienteConfere
Os quatro textos F1–F4manifesto aprovado por Rafael em 30 jun, copy reconfirmada em 4 agoidêntico
Trava por sha256recalcula e bloqueia o envio se divergirexiste
Intervalos 12/240, 12/480, 12/240/240, 12/360tabela de delays no mesmo manifestoidêntico
Seis variáveis permitidaslista fechada, com erro se aparecer outraidêntico
Saudação em BRT no enviorecalculada no momento da geraçãoconfere
Gatilho de 20 horaschecado item a item pelo validador do V4confere
Etapas que não recebem F1–F4lista de etapas permitidas do CRM, fecha por padrãoconfere
Oito portais por segmentomapa por palavra-chave do segmento do leadidêntico
Cinco categorias de classificaçãoo ambiente tem setedocumento menor
Dezenove respostas previstaso ambiente tem trinta e novedocumento menor
As duas lacunas, com nome

O ambiente classifica em sete categorias, não cinco. As duas que o documento não menciona são retorno de Não-MQL e mídia sem texto — áudio ou imagem que precisa ser transcrita antes de qualquer decisão. As duas mudam o tratamento do lead e nenhuma está no desenho aprovado.

E o pool tem 39 respostas fixas em produção contra 19 documentadas. As vinte não documentadas incluem coisas sensíveis: preço durante viagem, ex-funcionário pedindo o responsável, solução própria em teste, venda perdida. Estão no ar, respondendo a leads, fora do documento que o time revisa.

O que isto muda
O desenho existe, está correto e está implementado. O problema nunca foi o desenho. Este era o teste mais duro que o caderno podia fazer, e a máquina passou: linha por linha, o que o Lucas mandou é o que está programado. O que não funciona é a camada de baixo — quem dispara, quando, e se alguém garante que disparou. Os capítulos seguintes são sobre essa camada.
§

O que mudou desde o levantamento

Em seis dias o Dexter trocou de caminho de despacho, perdeu o planejamento do dia e depois desfez as duas coisas. Nenhuma dessas viradas deixou registro de motivo.

31 de julho

Treze agendamentos foram desligados no mesmo minuto

Às 05h37 de 31 de julho, treze rotinas passaram a pausado de uma vez. Nenhuma delas registra motivo. Entre elas está o núcleo inteiro do P3 — o preparo da noite, o pré-plano por telefone e o isolamento final — e as duas entregas da manhã do P7, incluindo o relatório executivo das 06h50.

O P3 tinha oito agendamentos no levantamento. Depois da pausa sobrou um, o plano de capacidade das 06h45, com erro no último status. De 31 de julho a 4 de agosto o processo não existiu.

O que saiu do ar
AgendamentoEtapaDesdeSituação em 5 ago
Preparo integral noturno 20h05–06h45P3.131 julcontinua desligado
Pré-plano por chip D-1 20h30P3.231 julcontinua desligado
Isolamento final por chip 05h15P3.431 julreligado, sem execução registrada
Relatório diário profundo 06h50P731 julreligado, entregue hoje
Teste de contingência por chip 06h20P731 julreligado, entregue hoje
Relatório diário de follows 18hP71 agocontinua desligado
Worker de retry das obrigaçõesP529 julcontinua desligado
Preparo rolante e reconciliação de arquivoP3, P431 julpreparo religado, reconciliação não
Trilhas de sábado e recuperação de perdidosP3, P431 julcontinua desligado
31 de julho

Um caminho novo de despacho entrou em produção

No mesmo dia, às 18h40, entrou no ar o V4: uma rotina de 30 em 30 minutos que valida e envia em dois passos separados. Ele não substituiu o P4 no papel — substituiu o P4 na prática, porque passou a ser ele quem entregava.

O worker antigo continuou ligado e falhando em toda execução, justamente porque procura os marcos do P3 que foram desligados. Os dois conviveram na mesma fila por cinco dias.

4 e 5 de agosto

A pausa foi desfeita e o V4 foi desligado — nas duas pontas ao contrário

Este caderno foi publicado no fim da tarde de 4 de agosto dizendo que o V4 era quem entregava e que o P3 estava morto. Três horas depois as duas coisas deixaram de ser verdade.

Às 18h56 de 4 de agosto o agendamento do V4 foi pausado. Ao longo da noite e da manhã de 5 de agosto, boa parte do que tinha sido desligado em 31 de julho voltou: o total de rotinas ligadas subiu de 43 para 49, e entre as que voltaram estão o isolamento das 05h15, a contingência das 06h20 e o relatório profundo das 06h50 — exatamente os marcos que este caderno registrava como perdidos.

Às 09h05 de 5 de agosto o worker antigo de despacho foi pausado também, depois de treze falhas seguidas. Resultado: nesta manhã nenhum dos dois caminhos de despacho está agendado.

A prova
DiaO que estava no arMensagens entregues
28 julworker antigo30
29 julworker antigo21
30 julworker antigo · dia do levantamento6
31 julpausa em massa e criação do V4, no mesmo dia360
1 agoV455
3 agoV436
4 agoV4 · pausado às 18h56207
5 agonenhum caminho agendado10

Os 207 envios de 4 de agosto são o melhor dia do período e vieram quase todos da régua: 127 de F2, 28 de F1, 13 de F3, 15 de D0. A régua do desenho estava rodando. Hoje, com o V4 fora do ar, saíram 10.

Correção de método

A versão de 4 de agosto desta tabela trazia 1 entrega em 31 de julho. Estava errado: aquele número era de primeiros contatos, não do total. A série acima foi recontada inteira do índice de despacho, a mesma fonte usada para a fila e para a deduplicação, contando o que tem comprovante de envio. Em 31 de julho saíram 360 mensagens, 330 delas criadas no próprio dia.

Leitura
O V4 responde a duas das três travas — quando está ligado

Ele não depende do portão do dia, então a trava 1 deixa de bloqueá-lo. E ele reivindica cada envio com dono e prazo de validade antes de mandar, que é exatamente o mecanismo de executor que este caderno propunha no modelo alvo — só que já em produção, no caminho crítico.

O que ele não resolve é a trava 3: a unicidade continua sem garantia no banco, e a fila continua crescendo mais rápido do que drena. E desde 4 de agosto à noite ele não resolve nada, porque não está agendado.

Em aberto
Quem está mexendo nos agendamentos, e com que critério? Em seis dias: treze rotinas pausadas de uma vez, um caminho novo de despacho criado, esse caminho pausado, e boa parte da pausa original desfeita. Quatro viradas grandes, nenhuma com motivo registrado, nenhuma anunciada. O efeito líquido desta manhã é que não há caminho de despacho agendado — nem o novo, nem o antigo. Ninguém decidiu isso; é o saldo de decisões separadas. Esta é a primeira pergunta da reunião, e ela não é sobre o desenho: é sobre quem tem a mão no interruptor.
§

Como esses processos são disparados hoje

Existem 49 relógios disparando scripts em horários fixos. Nenhum deles sabe o que é um processo.

O mecanismo

Um agendamento carrega só duas informações: quando disparar e o que rodar. Ele não sabe o que o script faz, não sabe se o trabalho terminou e não sabe se já tem alguém fazendo aquilo. Ele é um despertador.

Dos 49 ligados, 43 rodam um script e 6 abrem uma conversa com um modelo de inteligência artificial para decidir algo. Os de IA custam muito mais e demoram muito mais — e dois deles voltaram ao ar entre 4 e 5 de agosto, com o religamento.

Distribuição
ProcessoAgendamentosFrequências usadas
P1 Aquisição2a cada 1 minuto e a cada 30 minutos
P2 Qualificação5três de 1 minuto, um de 5 e um de 10
P3 Planejamento do dia5os marcos da madrugada, religados: 05h15, 06h20, 06h45, mais pesquisa às 23h30 e preparo rolante
P4 Despacho6worker antigo, fila de follow-up e quatro monitores — sem o V4
P5 Escuta51 e 5 minutos, mais a revisão de 6 horas
P6 Canal13de 1 a 15 minutos, a maior família
P7 Relato7horários fixos, mais dois de 15 minutos
Manutenção e pontuais6backup, transcrição de áudio, lembretes, gargalo do próprio relógio
Cadência

A frequência declarada não é a real, e a distância aumentou

Medindo as execuções de 24 horas: os agendamentos que dizem rodar a cada 1 minuto rodam, no melhor caso, a cada 12 minutos e meio. A maioria dos de 1 a 5 minutos caiu para a faixa de 4 a 6 horas entre execuções. Oito dos 43 ligados não executaram nenhuma vez no período.

A máquina não estava saturada no momento da medição. O que está saturado é a fila do próprio relógio: como cada agendamento faz o trabalho inteiro dentro do disparo, um que demora segura todos os outros.

Arqueologia
Além desses, 54 estão desligados

São gerações anteriores de solução para os mesmos problemas: sete variações de follow-up, três de recuperação de perdidos, seis de qualificação. Cinco carregam no nome PAUSADO-NAO-REATIVAR, o que indica que foram desligados por causar dano, e não por ficarem obsoletos — e dois deles são justamente os que executavam a régua F1–F4 do desenho aprovado.

Hoje a única forma de saber o que está no ar é ler os 103 registros um a um.

O retrato tem hora, e o motivo é sério

Todas as contagens deste capítulo são das 10h de 5 de agosto. Durante a hora em que este levantamento foi feito, o número de rotinas ligadas passou por 43, 52, 53 e 49, e o worker antigo de despacho foi pausado e religado no intervalo.

Isso não é ruído de medição: é o sintoma central deste caderno. O estado da operação muda várias vezes por hora, sem registro de quem mudou nem por quê, e não existe lugar onde consultar o estado corrente sem abrir a máquina.

§

Onde a linha está travando hoje

Três travas medidas no ambiente. Nenhuma é queda de servidor; todas vêm de os processos não terem dono.

Trava 1

O topo do funil está represado, e represando mais

5.179 mensagens enfileiradas que não saem. O maior bloco é de follow-up: 3.685 itens. E há 291 primeiros contatos, dos quais 1 foi enviado — o mesmo 1 do levantamento, enquanto a fila deles cresceu de 256 para 291. O volume de leads existe. O que não acontece é a fila drenar.

No levantamento a fila tinha 4.794. O V4 chegou a entregar bem — 207 mensagens em 4 de agosto — mas entregava menos do que entrava, e desde a noite de 4 de agosto não entrega nada, porque foi desagendado. Hoje a fila só cresce.

Trava 2

O preparo da noite continua parado, e agora sabemos exatamente onde ele quebra

No levantamento, a etapa falhava por um caminho de arquivo escrito errado. Esse defeito não existe mais: a referência torta sumiu da árvore ativa e o arquivo de autorização foi reposicionado. Quem for consertar precisa saber disso, porque procurar o bug antigo é procurar o que já foi corrigido.

O preparo integral noturno das 20h05 continua desligado desde 31 de julho, e não voltou no religamento de 5 de agosto. O pré-plano por chip das 20h30 também não. Ou seja: os marcos da madrugada foram religados, mas o trabalho que os alimenta, não.

E o marco que voltou, quebra por conta própria. O plano de capacidade das 06h45 está ligado e estoura o limite de 120 segundos em toda execução. É por isso que o worker antigo de despacho falha: a mensagem de erro dele é literalmente milestone_not_ok:06:45. A cadeia inteira é essa, e é curta — o plano de capacidade não termina em dois minutos, o marco das 06h45 nunca fica pronto, o worker recusa-se a abrir o dia.

Isto é consertável hoje

Das três travas, esta é a única com causa isolada, reproduzível e pequena. Não é arquitetura: é um script que precisa de mais de dois minutos e é morto antes de acabar.

Trava 3

A deduplicação é conselho, não regra

Antes de enfileirar, o sistema verifica em memória se aquele contato já está na fila. O banco, porém, não impede a repetição, porque não existe restrição de unicidade. De 9.940 despachos com chave, só 6.163 são distintos. Há chaves repetidas até 49 vezes — eram 45 no levantamento e 48 na revisão de 4 de agosto.

Esta é a trava que o V4 não resolve. No levantamento, o que segurava o risco era um acidente feliz: o portão do dia estava fechado e nada saía. O V4 não passa por esse portão — ele tem guardas próprias, por item, e envia. As guardas dele são boas, mas nenhuma delas é unicidade no banco.

Com o despacho parado nesta manhã, o risco está adormecido de novo. Ele acorda no minuto em que alguém religar qualquer um dos dois caminhos — e o índice inteiro carrega 3.777 despachos a mais do que chaves distintas.

O denominador
Não existe um lugar único onde se registra que um item foi reivindicado, por quem, e como terminou. As três travas são sintomas da mesma ausência. Cada rotina guarda seu pedaço de estado num arquivo próprio, e ninguém enxerga o todo.
P1

Aquisição de lead

Encontrar quem entrou na base e garantir que o CRM e o registro interno contam a mesma história.

Dispara quando
A cada 1 minuto para lead novo, a cada 30 minutos para reconciliação
Entrada
HubSpot e o registro interno de contatos
Saída
Lead marcado como candidato à qualificação
Conclui quando
O lead existe nos dois lados com o mesmo estado
Etapas

O que ele faz, passo a passo

P1.1

Detecta lead novo

Verifica se apareceu contato que ainda não passou pela qualificação, e registra início e conclusão da entrada.

P1.2

Varre divergências entre CRM e registro interno

Compara os dois lados e aponta o que existe num e não no outro. Leva cerca de um minuto e meio por varredura.

P1.3

Entrega para a qualificação

O lead reconciliado fica disponível para o P2 decidir se vira MQL.

Nota
Para a reorganização

Este é o único processo cujo estado principal mora fora da máquina, no HubSpot. Isso é bom, porque o CRM já é uma fonte compartilhada e auditável. Mas ele guarda o estado do lead, não o da execução: não sabe qual rotina pegou o quê, nem o que já foi tentado.

P2

Qualificação

Decidir se o lead merece abordagem comercial, manter a lista de pendências e não deixar o prazo do diagnóstico estourar.

Dispara quando
A cada 1 e a cada 5 minutos, em seis rotinas diferentes
Entrada
Leads reconciliados pelo P1
Saída
Lead classificado como MQL ou não, e fila de pendências atualizada
Conclui quando
O lead saiu da lista de itens abertos
Etapas

O que ele faz, passo a passo

P2.1

Qualifica o lead ativo

Roda a análise que decide se é MQL e grava o resultado no CRM. É a etapa mais pesada: leva cerca de 90 segundos, com limite rígido de 110 segundos. Hoje estoura o limite em praticamente toda execução — ver abaixo.

P2.2

Reconstrói a fila de itens abertos

Refaz a lista de leads pendentes a partir dos registros de origem e só avisa quando o conjunto muda. Não envia mensagem nem escreve no CRM.

P2.3

Vigia o prazo do diagnóstico

Acompanha se o diagnóstico prometido ao lead está dentro do prazo combinado.

P2.4

Cumpre obrigações do ciclo de vida

Executa as tarefas que a mudança de estágio do lead exige. Deixa um registro por execução, e hoje há quase 2.000 desses arquivos acumulados.

Falha ativa
A qualificação está cega

Nas últimas 24 horas o P2.1 rodou 77 vezes e falhou 76. O erro é sempre o mesmo: estoura o tempo limite e termina sem dizer o que aconteceu. Nenhum lead novo está sendo classificado como MQL ou descartado por esta etapa.

É a falha mais silenciosa do conjunto, porque não gera fila visível nem alerta: o funil simplesmente para de produzir qualificação, e as etapas seguintes continuam trabalhando o que já estava dentro.

Nota
A frequência declarada não é a real

As rotinas dizem rodar a cada minuto, mas na prática rodam a cada 12 minutos no melhor caso, porque disputam a mesma capacidade. Em julho a faixa era de 3 a 12 minutos; ela piorou. É uma das primeiras coisas a acertar.

P3

Planejamento do dia

Antes de qualquer mensagem sair, decidir quantos contatos cada telefone pode fazer, com quem, e se o dia está liberado para operar. Metade deste processo voltou em 5 de agosto — a metade que não produz o insumo.

Dispara quando
05h15, 06h20, 06h45 e 23h30 — religados em 5 ago. O preparo da noite continua desligado
Entrada
Estoque de contatos, inventário de telefones, metas do dia
Saída
Nenhuma desde 31 de julho. O último veredito é de 30 de julho
Conclui quando
O veredito do dia foi emitido e assinado
Estado
Religado pela ponta errada

Seis das oito rotinas foram desligadas em 31 de julho. Em 5 de agosto, três voltaram: o isolamento das 05h15, a contingência das 06h20 e o plano de capacidade das 06h45. Mas o P3.1, o preparo da noite que produz o estoque que todas as outras consomem, continua desligado, e o pré-plano do P3.2 também.

O resultado é um processo religado sem insumo. O isolamento das 05h15 está agendado e não tem execução registrada. O plano de capacidade das 06h45 roda e morre por estouro de tempo. O portão do P3.5, que era a peça mais bem feita do Dexter, não emite veredito desde 30 de julho.

O V4 não usava nada disto: ele substituiu o controle por dia por um controle por item, descrito em P4. Só que o V4 também está fora do ar, então nesta manhã não há nem um controle nem o outro.

Etapas

O que ele fazia, passo a passo

P3.1

Preparo da noite

Entre 20h05 e 06h45 monta o estoque do dia seguinte, com contatos pesquisados e prontos, sem enviar nada.

P3.2

Pré-plano por telefone

Às 20h30 define o horizonte: 120 contatos prontos na abertura, 180 pesquisados até as 09h, e cobertura planejada para a meta de 300.

P3.3

Plano de capacidade dos comunicadores

Às 06h45 calcula quanto cada operador e cada telefone aguentam no dia.

P3.4

Isolamento final

Às 05h15 fecha o preparo. Nada é enviado, nada é enfileirado e nada é escrito no CRM nesta etapa.

P3.5

Emite o veredito do dia

Confere idade dos dados, posse do bloqueio, integridade de cada arquivo do plano, telefones planejados e capacidade. Só então libera. Na dúvida, bloqueia.

O princípio
Hash autodeclarado não é proveniência. Comentário no código do portão do P3.5, que recusa por padrão e recalcula a integridade em vez de acreditar no arquivo. Entrada inválida vira recusa, nunca erro. É o modelo a copiar quando desenharmos o controle único.
Correção do caderno
A falha que este capítulo descrevia já não existe

A versão de 30 de julho atribuía a quebra do P3.1 a um caminho de arquivo escrito errado — release-authority.json com hífen, na pasta errada. Esse defeito foi corrigido: não há mais nenhuma referência ao caminho torto na árvore ativa.

A etapa continua parada por outro motivo, que é o desligamento de 31 de julho — não desfeito no religamento de 5 de agosto. Ficou registrado aqui para que ninguém gaste tempo caçando um bug que já foi resolvido.

Para a decisão

O que fazer com o P3

Há três saídas, e a escolha é de desenho, não de código. Aposentar: assumir que o controle por item do V4 substitui o controle por dia, e apagar este capítulo. Reduzir: manter só o plano de capacidade, que é o que o V4 não tem, e descartar o resto. Religar: voltar o processo inteiro — o que significa começar pelo P3.1, e não pelos marcos que dependem dele.

O que não dá para manter é o estado atual, em que metade do processo foi religada sem a metade que a alimenta, e o processo que dependia dele falha citando o marco que não fica pronto.

P4

Despacho de mensagem

Tirar o próximo envio da fila, respeitar os limites de cada telefone e entregar no WhatsApp com comprovante. Existem dois caminhos para isso e, em 5 de agosto, nenhum dos dois entrega.

Dispara quando
V4 a cada 30 minutos, pausado em 4 ago às 18h56. Worker antigo a cada 1 minuto, ligado e desligado várias vezes em 5 ago
Entrada
Fila de envios. O V4 valida por item; o worker antigo espera o veredito do P3
Saída
Mensagem entregue, com identificador do WhatsApp
Conclui quando
O envio tem comprovante do WhatsApp e o contrato de CRM fechado
Dois caminhos

Dois caminhos para a mesma coisa, e nenhum deles no ar

Este capítulo descreve dois processos que fazem a mesma coisa. O V4, no ar de 31 de julho a 4 de agosto, entregou 207 mensagens no seu melhor dia e foi pausado às 18h56 de 4 de agosto. O worker antigo, descrito nas etapas P4.1 a P4.6, falha em toda execução porque depende dos marcos do P3 — e falhou treze vezes seguidas antes de ser pausado na manhã de 5 de agosto.

Os dois leem a mesma fila. Nada no ambiente declara qual é o oficial, e nesta manhã a resposta de fato é: nenhum. Saíram 10 mensagens no dia, contra 207 na véspera.

V4 · etapas

O caminho que entregava até 4 de agosto

V4.1

Confere se há telefone saudável

Sem nenhuma linha conectada, o ciclo termina aqui e não valida nada. É a única dependência dura que ele tem de outro processo, o P6.

V4.2

Respeita a janela comercial

Fora do intervalo de 07h às 19h no horário de Brasília, nada é validado. A janela era a única noção de “dia” que restava enquanto o P3 esteve fora.

V4.3

Confirma o estágio no CRM, item a item

Para cada mensagem na fila, consulta o negócio no HubSpot e verifica se o estágio dele corresponde ao tipo de mensagem que está prestes a sair. Um follow-up F3 só passa se o negócio estiver de fato em F3. Diverge, não envia.

V4.4

Respeita o dono do lead

Cada lead fica ligado ao telefone que falou com ele primeiro, e esse vínculo é a autoridade sobre quem pode continuar a conversa. Consulta o mapa autoritativo, não só a fila local, para enxergar também os envios do sistema antigo.

V4.5

Respeita a janela de 20 horas

Confere no histórico de auditoria quando aquela pessoa foi contatada pela última vez, mesmo que o contato tenha saído pelo caminho antigo, e segura o envio se for cedo demais.

V4.6

Reivindica o envio antes de mandar

Marca a linha da fila como sua, com dono e prazo de validade de 10 minutos. Se o processo morrer no meio, a reivindicação vence e o item volta a ficar elegível — sem duplicar, porque quem já tem comprovante nunca é reivindicado de novo.

V4.7

Entrega e guarda o comprovante

Envia pela ponte do telefone, no máximo 50 por ciclo e com 4 segundos entre mensagens, captura o identificador do WhatsApp e entrega a linha ao fechamento de CRM com os passos que faltam nomeados um a um.

Worker antigo · etapas

O caminho que está parado

P4.1

Produz o plano da rodada

Monta sete arquivos: frota de telefones, plano de capacidade, fila do dia, marcos, portas planejadas, autorização e o índice de tudo isso.

P4.2

Normaliza a frota

Corrige o formato dos números e recalcula a integridade dos arquivos recém-produzidos.

P4.3

Consulta o portão do dia

Pergunta ao P3.5 se está liberado. Se a resposta for não, a rodada para aqui. É aqui que ele morre: o erro registrado é milestone_not_ok:06:45, o marco que o plano de capacidade não consegue produzir dentro do tempo.

P4.4

Confere a autorização de versão

Antes de enviar qualquer coisa, valida que a versão do código em execução é a autorizada, com o ponto de entrada e o portão no lugar. Qualquer coisa fora do lugar interrompe.

P4.5

Envia respeitando os limites

Até 21 telefones por rodada, 2 mensagens por telefone, 8 por hora por papel, intervalo mínimo entre mensagens e janela de 20 horas entre contatos com a mesma pessoa — a mesma janela de 20 horas que governa a régua do desenho aprovado.

P4.6

Valida a rodada

Uma rotina de IA confere cada rodada: se o papel certo falou com o contato certo, se não houve duplicidade, se a sequência ficou completa. Ao encontrar sequência quebrada, coloca em quarentena e não reenvia. Continua rodando, e é hoje a principal fonte de diagnóstico do despacho.

Estado da fila
Tipo de mensagemNa filaEnviadasFalhasBloqueadasEm revisão
Follow-up F21.494661163261229
Follow-up F41.3673361391076
Follow-up F38515571688719
Follow-up F14975916726918
Envio de diagnóstico284660652446
Primeiro contato2611200

Estes são os degraus da régua do desenho aprovado, vistos pelo lado da máquina. O F2 é o gargalo: 1.494 esperando. E o primeiro contato continua com um único envio desde o levantamento — o que drenou nos últimos dias foi follow-up e diagnóstico, nunca o topo do funil.

Falhas ativas
Cinco problemas conhecidos
  • O worker antigo falha em toda execução. Ele para no P4.3 com milestone_not_ok:06:45, o marco que o plano de capacidade não entrega porque estoura o tempo. Foram treze falhas seguidas antes da pausa da manhã de 5 de agosto — e ele voltou a aparecer como ligado depois disso.
  • A rodada aparece como erro quando na verdade foi recusa. Quando o portão do dia diz não, a rotina termina com código de erro e o painel pinta vermelho. Uma recusa correta e uma pane real ficam indistinguíveis para quem olha de fora.
  • O motivo da recusa é descartado. A explicação que o portão produz é jogada fora na hora da execução. Ela só existe porque a rotina de validação do P4.6 a registra em separado.
  • Três versões de código convivem na mesma execução. O produtor vem de uma versão antiga fixada, o portão de uma pasta de manutenção e o envio da versão ativa.
  • 318 envios estão retidos para revisão, e ninguém resolve a pendência. Eram doze no levantamento, todos de uma sequência interrompida. O sistema preserva a prova e se recusa a reenviar, o que está certo — mas a pilha cresceu vinte e seis vezes.
  • Nenhum dos dois caminhos está entregando. É a falha mais grave e a mais recente: não é um defeito de código, é o resultado de dois desligamentos separados feitos em menos de 15 horas.
Achado
O V4 é o executor que o modelo alvo pedia

A etapa V4.6 faz, no caminho crítico, exatamente o que este caderno propunha: reivindica um item com dono e prazo, recupera sozinho quando o processo morre no meio, e só considera concluído o que tem comprovante. É a segunda peça do Dexter a fazer isso, depois do P5.3.

Falta a terceira parte: o registro continua num arquivo dentro da máquina. Dois processos agora sabem reivindicar; nenhum dos dois reivindica num lugar que outra máquina enxergue.

P5

Escuta e obrigação de resposta

Quando o lead responde, o relógio começa a correr. Este processo garante que ninguém fique sem resposta.

Dispara quando
A cada 1 minuto para escuta, a cada 5 minutos para progresso
Entrada
Mensagens recebidas nos 23 telefones
Saída
Uma obrigação de resposta por mensagem recebida
Conclui quando
Respondido com prova, escalado para humano ou silenciado de propósito
Etapas

O que ele faz, passo a passo

P5.1

Escuta as respostas

Lê as mensagens que chegaram. Roda um ciclo por minuto e, se sobrou fila, avisa que há trabalho pendente e retoma exatamente de onde parou no minuto seguinte.

P5.2

Transforma em obrigação

Cada mensagem recebida vira uma obrigação de resposta, com telefone, conversa e momento.

P5.3

Reivindica o turno

Antes de responder, marca o turno como seu, com prazo de validade e contador de tentativas. É o mecanismo mais maduro do Dexter e o mais próximo do que queremos generalizar.

P5.4

Registra silêncio intencional

Nem toda mensagem pede resposta. Quando a decisão é não responder, isso fica registrado como escolha, não como esquecimento.

P5.5

Completa o CRM

Leva para o HubSpot o que aconteceu na conversa.

P5.6

Revisão reflexiva

De 6 em 6 horas, uma rotina de IA relê as conversas em modo somente leitura e avalia a qualidade do atendimento.

Situação
Situação da obrigaçãoQuantidadeSignificado
Respondidas2.310o lead recebeu retorno
Silêncio intencional1.149decidiu-se não responder, e isso está registrado
Escaladas323passaram para tratamento humano
Aguardando resposta100ainda em aberto
Pausadas22bloqueadas por pausa deliberada
Achado
Aqui já existe o que queremos generalizar

O P5.3 já implementa a ideia de executor independente: cada turno de conversa é reivindicado por um dono, com prazo, número de tentativas, momento em que fica elegível de novo, e um estado final que exige prova material. É exatamente o desenho que queremos aplicar aos outros processos.

Falha ativa
O retry parou de tentar

Há 123 turnos em nova tentativa que somam 2.629 tentativas, uma média de 21 cada. Para comparação, os 117 turnos que fecharam com sucesso precisaram de 2,4 tentativas em média. E o estado final com prova completa tem um único registro.

A versão de 30 de julho deste caderno concluiu que o sistema tentava indefinidamente; estava errado. As duas rotinas responsáveis pela nova tentativa foram desligadas em 29 de julho e continuam desligadas. Os turnos não estão em loop — estão abandonados, sem ninguém para retomá-los nem para escalá-los.

A pilha continua crescendo: eram 108 turnos em 30 de julho e são 123 agora. A soma de tentativas caiu junto, o que significa que turnos antigos saíram e turnos novos entraram no mesmo buraco. 105 turnos estão parados esperando humano, e este é o único processo do caderno cuja fila de abandono cresce sem ninguém ter mexido em nada.

Capítulo P5← P4P6 Canal →
P6

Sustentação do canal

Manter os 23 telefones conectados e o painel no ar. Nenhum dos outros processos funciona sem este — e o V4 depende dele mais do que qualquer outro.

Dispara quando
Entre 1 e 15 minutos, em onze rotinas de vigilância
Entrada
Inventário de telefones cadastrados
Saída
Linhas conectadas, painel e histórico disponíveis
Conclui quando
Cada telefone habilitado responde saudável
Etapas

O que ele faz, passo a passo

P6.1

Lê o inventário de telefones

O cadastro de chips é a fonte única, então cadastrar, trocar ou remover número na tela passa a valer sem mexer em código. Se o inventário não carregar, o processo para, em vez de inventar telefone ou ressuscitar lista antiga.

P6.2

Religa as linhas que caíram

Verifica cada telefone e sobe o que estiver fora, respeitando a lista de chips propositalmente pausados.

P6.3

Reimporta o histórico

Traz para o painel as mensagens que chegaram por outros caminhos, para a visão ficar completa.

P6.4

Garante o painel

Mantém o painel de conversas no ar, na versão pública e na interna, sem nunca subir duas instâncias na mesma porta.

P6.5

Revalida os chips

Confere se cada número continua autenticado e com identidade correta.

P6.6

Vigia desempenho e segurança

Acompanha performance e integridade da camada de canal, e mantém o acesso externo desligado quando a trava de segurança está ativa.

Nota
Onze rotinas, uma pergunta

As onze rotinas deste processo fazem a mesma pergunta onze vezes: está no ar? se não, sobe. Mudam apenas o alvo. É o candidato mais claro a virar um executor único parametrizado pelo inventário, com um processo para onze alvos em vez de onze processos.

Ficou mais crítico do que era. O V4 encerra o ciclo sem validar nada quando não encontra telefone saudável, então este processo virou a condição de partida do despacho inteiro.

P7

Relato para pessoas

Tudo que produz saída para gente ler: auditoria do funil, agenda de reuniões, exportações e alertas. O relatório executivo da manhã saiu do ar.

Dispara quando
Horários fixos, mais três rotinas de 15 minutos
Entrada
Artefatos do dia produzidos pelos processos P1 a P6
Saída
Relatórios, alertas e a agenda do dia
Conclui quando
O relatório foi entregue ao destinatário
O que é produzido
EntregaQuandoPara quem, e o quê
Auditoria do funil08h, 12h, 16hAlerta quando o funil sai do esperado.
Reuniões do dia07h + 3 tentativasLucas Resende. As três tentativas extras são um mecanismo improvisado de nova tentativa.
Reconciliação Rafael e Lucas15 minConfere se o que foi prometido aos dois saiu.
Fila de follow-up do SDR15 minFoto do que está pendente.
Aprendizado por chip15 minRetrato do comportamento de cada telefone e operador.
Alertas de fim de semana2 minA rotina que mais se aproxima da frequência declarada.
Relatório financeiro e exportação08h e 18h30Enviados ao Mitra.
Relatório diário profundo06h50Desligado em 31 jul, religado e entregue em 5 ago. É a entrega executiva do Rafael, montada sobre os artefatos do dia.
Teste de contingência por chip06h20Desligado em 31 jul, religado e entregue em 5 ago. Auditoria de inventário, capacidade e filas.
Falha ativa
O instrumento voltou, mas mede um dia que não aconteceu

As duas entregas da manhã saíram do ar em 31 de julho e voltaram em 5 de agosto. É a melhor notícia deste caderno — e chega justamente na manhã em que não houve operação para relatar, porque nenhum caminho de despacho estava agendado.

Falta o que sempre faltou: nenhuma dessas entregas responde “o que está ligado agora”. Como o estado dos agendamentos mudou quatro vezes entre 31 de julho e 5 de agosto, essa é hoje a pergunta mais cara de responder, e a única forma de respondê-la é abrir a máquina.

Nota
Silêncio significa sucesso

A regra de comunicação hoje é que a rotina só fala quando algo deu errado. A convenção é boa, mas está aplicada de forma desigual, e um recado importante pode se perder no mesmo canal em que caem erros técnicos repetidos.

§

Gestor, executor e controle único

A proposta não é reescrever o Dexter. É separar três papéis que hoje estão misturados dentro de cada agendamento — e dar um lugar onde se leia o que está ligado, sem abrir a máquina.

Os papéis

Os três papéis

1

O gestor, que é o agendamento

Roda de tempos em tempos e faz só duas coisas: olha o que precisa ser feito e reivindica; e verifica se algum executor morreu no meio, para recuperá-lo. Ele nunca faz o trabalho, então termina em segundos, e a frequência declarada volta a ser verdade.

2

O executor

Recebe um item e o leva até o fim, fora do relógio. Pode demorar 14 minutos sem atrapalhar ninguém, porque não ocupa o agendamento. Cada executor é independente dos outros.

3

O controle único

Um lugar só, fora da máquina, onde fica registrado que este item foi reivindicado, por este executor, neste momento, e terminou assim. É o que permite recuperar sem duplicar e auditar sem adivinhar.

Precedente
Isso já funciona em outro agente da casa

A Zoe opera exatamente assim. Os agendamentos dela não fazem trabalho: reivindicam um ticket deixando uma marca pública, sobem uma sessão independente e, no disparo seguinte, verificam se aquela sessão ainda está viva. Se morreu, retomam de onde parou. A marca pública é a fonte de verdade, então nada é feito duas vezes.

O Dexter já tem duas das três peças, e ganhou a segunda em 31 de julho: o P5.3 reivindica turnos de conversa e o V4.6 reivindica envios, os dois com dono, prazo e recuperação. O que falta é a terceira. Nenhuma das 103 rotinas registra trabalho fora da própria máquina.

E há uma quarta coisa que a Zoe tem e o Dexter não: o estado dela é público. Aqui, as quatro viradas entre 31 de julho e 5 de agosto — a pausa em massa, a entrada do V4, a saída do V4 e o religamento — não deixaram registro em lugar nenhum. Foram reconstruídas para este caderno lendo carimbos de tempo dentro do banco de agendamentos.

Peças prontas
PeçaOnde estáO que já garanteO que falta
Reivindicação por enviono V4.6Dono, prazo de 10 minutos, recuperação automática quando o processo morre, e conclusão só com comprovante.A marca vive num arquivo da máquina. Duas máquinas não conseguiriam dividir a fila.
Reivindicação por turnono P5.3Dono, prazo, tentativas, reelegibilidade e estado final com prova.Quem retomava foi desligado em 29 de julho, então hoje ninguém recupera o que vence.
Validação por item contra o CRMno V4.3Confere o estágio do negócio antes de cada mensagem, em vez de liberar o dia inteiro de uma vez.Convive com o portão por dia do P3 sem que ninguém tenha declarado qual manda.
Portão com recusa por padrãono P3.5Verificação independente, sem confiar no que o arquivo declara. Nunca quebra.Não emite veredito desde 30 de julho, porque o preparo que o alimenta segue desligado.
Copy travada por hashno manifesto F1–F4Recalcula a integridade do texto aprovado e bloqueia o envio se divergir. É o desenho virando garantia de execução.Nada. É a peça mais bem resolvida do conjunto, e o modelo do que fazer com as demais regras do desenho.
O alvo
ProcessoUnidade de trabalhoEstado finalExecutor pronto?
P1 Aquisiçãoum leadqualificado ou descartadonão
P2 Qualificaçãoum item abertoMQL ou não-MQLnão
P3 Planejamentoum dialiberado ou bloqueado, com provareligado sem insumo
P4 Despachoum envioentregue com comprovantepronto no V4, mas desagendado
P5 Escutaum turno de conversarespondido com provasim, sem retomada
P6 Canalum telefonelinha saudávelparcial
P7 Relatoum relatórioentreguenão
Em aberto
O requisito não está na ferramenta. Está em ser um só lugar, fora da máquina, com unicidade garantida pelo próprio sistema. Onde fica o controle único ainda é decisão. Pode ser o GitHub, como na Zoe; um banco próprio; ou o HubSpot para os processos de lead. O que não serve é uma verificação feita em memória antes de gravar.
§

Como propor um ajuste

Este caderno existe para ser corrigido. Foi montado lendo o ambiente, não perguntando às pessoas — e o capítulo do desenho é a primeira vez que ele confere as duas coisas.

Cite o código

Cada processo tem um código e cada etapa tem um número. As etapas do caminho novo de despacho usam V4.x para não se confundirem com as do worker antigo, que seguem P4.x. Para pedir mudança, basta apontar:

  • “O P4.5 está errado.” A etapa existe, mas o que está escrito não corresponde à realidade.
  • “Falta uma etapa entre P2.2 e P2.3.” Há trabalho acontecendo que o caderno não registrou.
  • “O P6 deveria ser parte do P4.” O recorte dos processos está errado.
  • “P7 não é processo, é consequência.” Algo aqui não merece ser tratado como processo próprio.
A revisão

As três perguntas que mais ajudam

1

O recorte está certo?

São sete processos mesmo, ou algum deveria ser dividido, unido ou eliminado? Esta é a decisão mais importante, porque tudo depois deriva dela.

2

A unidade de trabalho está certa?

Para cada processo: qual é a menor coisa que pode ser feita do começo ao fim de forma independente? É isso que o executor vai receber.

3

Quando se pode dizer que terminou?

Qual é a prova de que aquele item foi concluído? Sem essa resposta, não há como recuperar sem duplicar.

Depois

Com o mapa acertado, o caminho é escolher onde fica o controle único, desligar os agendamentos atuais e religá-los um por um já no formato de gestor mais executor.

A ordem sugerida mudou duas vezes desde julho, e a razão de ter mudado é o assunto. O desenho comercial está certo e implementado: os textos, os intervalos, os gatilhos e as guardas conferem com o que o Lucas enviou. O problema é inteiramente da camada que decide quando as coisas rodam. Quatro decisões, nesta ordem:

  • Escolher qual caminho de despacho é o oficial e religá-lo. Hoje nenhum dos dois está agendado e a fila só cresce. Esta decisão é de hoje, não da reunião.
  • Fazer o preparo da noite voltar, ou aposentar o P3 de vez. Religar os marcos da madrugada sem religar o P3.1 produz o pior dos dois mundos: rotinas que rodam e falham. Se o V4 for o oficial, o P3 pode ser aposentado inteiro.
  • Fechar a unicidade no banco. Era a trava 3 e continua sem dono. Enquanto o despacho está parado o risco dorme; ele acorda junto com o primeiro religamento.
  • Publicar o estado. Um lugar onde se leia o que está ligado agora, sem abrir a máquina. Sem isso, a próxima virada volta a ser descoberta por acaso, dias depois.

Depois disso, a escuta (P5) segue sendo a candidata natural para o formato gestor mais executor, porque já tem a reivindicação pronta e só precisa de quem retome.